Fado das Trincheiras

O soldado na trincheira, não passa duma toupeira
Vive debaixo do chão
Só pode ter a alegria de espreitar a luz do dia
Pela boca de um canhão
Mas quando chegar a hora dele arrancar por aí fora
Ao som da marcha de guerra
Seus olhos são duas brasas e as toupeiras ganham asas
Como as águias lá da serra

Rastejamos como sapos, com as fardas em farrapos
Pela terra de ninguém
Mas cá dentro o pensamento, corre mais alto que o vento
Voando pra nossa mãe
E se eu morrer na batalha, só quero ter por mortalha
A bandeira nacional
E na campa de soldado, só quero um nome gravado
O nome de Portugal

Soldados da nossa terra, são voluntário da guerra
Que vêm bater-se por brio
Raça de sangue e de glória, que escreveu a nossa história
Nos mundos que descobriu
Por isso a pátria distante, brilha em nós a cada instante
Como a luz de uma candeia
Que arde de noite e de dia no altar da virgem Maria
Na igreja da nossa aldeia

Wissenswertes über das Lied Fado das Trincheiras von Fernando Farinha

Wann wurde das Lied “Fado das Trincheiras” von Fernando Farinha veröffentlicht?
Das Lied Fado das Trincheiras wurde im Jahr 1966, auf dem Album “Portugal Fados” veröffentlicht.

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